Frivolidades

“Hoje eu entendi como as frivolidades da vida podem desconstruir a ponto de descaracterizar. Tive medo por um segundo de representar o teatro que se descortinava aos meus olhos, porém sabia que…” – nossa estou sendo muito pesado, porque na verdade não foi horrível, foi muito estranho.

“Eu ainda estou um pouco estranho da experiência de conhecer alguém que não representa, inteiramente, a minha forma de viver…” – eu gostaria de entender com o que não compactuei.

“Hoje eu tive motivo para ter um pesadelo, sonhei que eu tinha conhecido a pessoa que não era ela; apenas por estar participando daquela fantasia cômico trágica de um alterego tão perfeitamente vestido de…” – sei lá o que; não quero pegar pesado sabe, mas me pareceu tão não eu, tão não a tudo em que eu acredito.

“Hoje eu entendi a qual extensão pode chegar uma colcha de retalhos. A construção de pequenas partes de…” – eu sei que não devo fazer juízo de valor, porém é tão diferente do que eu sou; foi como ouvir uma coisa e ver outra.. Minha nossa!

Foram tantas tentativas de iniciar um texto que ele já começou finalizado. Foram todos pequenos inícios, de pequenas análises, dos pequenos recortes desgostosos do que conheci hoje. Recortes de uma “bela” e perigosa colcha de retalhos.

Hoje eu consigo observar a extensão da minha alteridade; e a capacidade de um devaneio. Sendo qualquer um dos dois possivelmente positivo ou negativo, porque não estou acostumado a compactuar com falácias desmedidas em nome de uma aparência inexistente.

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O neoliberalismo trouxe à tona o que há de pior em nós

O texto do Blog “O Alienado” perfeitamente explica o crescimento e a multiplicação da violência contra as minorias na tentativa de submeter e inferiorizar para se autopromover e lucrar. Obviamente serve de referência para religiosos fundamentalistas que se usam de minorias para parecem fortalecidos diante da sociedade, já que essas minorias quando agredidas tem contra elas o poderoso “senso comum”.

O neoliberalismo trouxe à tona o que há de pior em nós (29/09/2014).

Enfim, mais um na multidão

Eu gostaria que as pessoas estivessem como eu estou hoje. Pela primeira vez na minha vida eu posso dizer que me quis. Mas o que mudou em relação à ontem além de nada? O que aconteceu com aquela angústia que me deformava e que já não faz sentido? O que aconteceu com a agonia e a aversão provocada pelo toque?

A flecha pela qual eu fui perseguido nos sonhos de toda minha infância faz muito sentido agora e mostra como o inconsciente domina a construção do ser.

No decorrer da minha infância fui perseguido por um sonho reincidente; onde eu acordava em meio às ruínas de algum Império Ameríndio numa manhã ensolarada e percebia as folhas verdes ao meu redor. Conseguia me ver com o nariz um pouco adunco e a pele desenhada um pouco vermelha. Possuía uma pena amarela nos cabelos; sou um caçador. Um caçador que vai ser caçado:

“Preciso fugir desta flecha que me persegue. Preciso achar uma maneira de me esconder em meio às ruínas. Vou virar aqui e certamente estará tudo solucionado”.

A primeira morte foi muito dolorosa.

Os sonhos reincidiam, mas eram complementados. Eu me tornava mais forte, mais veloz, e a cada sonho fugir da flecha não parecia algo tão terrível. A não ser que eu encontrasse um abismo quase intransponível. Um desafio onde anos passariam até que ele fosse superado:

Seguia perdendo para a flecha; lutando para superá-la. Subi diferentes trilhas fechadas, opressoras, que me machucavam de diferentes maneiras. Mas me tornei tão forte, morte após morte, que cheguei a um lindo Vale.

Seu verde era, lindo, intenso; o sol brilhava como nunca e a brisa tornava a sensação ainda mais suave. Conseguia ver as águas de um límpido riacho. Quando em um pequeno/último suspiro de paz, fui morto pela última vez.

Enquanto me foi imposto uma identidade sexual adversa, considerava que precisava fugir da flecha que me perseguia; e que tinha que me tornar forte para superá-la. Eu ia me tornando forte, aprendendo a esconder de mim aquilo que era parte da minha essência; até que os hormônios manifestaram o que eu menos poderia aceitar. Foram anos lutando contra o bullyng, vencendo barreiras, superando obstáculos e conquistando meu espaço por meio do conhecimento. Sonhos se sucederam.

Com a fortaleza de me ver morrer de diversas formas, por ter que adotar atitudes que não faziam parte do que eu era, me tornei forte. Forte o suficiente para mexer nos espaços que eu havia trancado há muito tempo.

Do interior de uma vida cinza com sabor amargo podia ver um lugar se não tranquilo, já que a flecha estava logo atrás, era respirável. Um lugar que tinha as cores de um recomeçar que fizesse sentido. Onde eu não precisaria inventar uma máscara toda vez que precisasse me relacionar com o mundo. Não precisaria me bater em pedras, ou me arranhar nos galhos das árvores. Eu vi o paraíso no momento da minha morte.

Não sonhei mais; não sonhei como aqueles que foram condenados a esperar dormindo o dia do juízo final.

Na verdade a flecha representa algo positivo, que indica um caminho, que segue, uma reta. Um sinal autoafirmativo de acordo com Jung. Porém eu estava sendo perseguido por essa flecha, que viria matar um Eu que na verdade e no sonho, já estava ferido, disforme e acuado em relação à sociedade.

Eu passei por esse dia. Ontem foi o meu juízo final, quando enfrentei aquele “gênio” que me aprisionava com suas energias e me tornava um autoparasita. Quando pela primeira vez pude me ver sem todas as lentes que a sociedade me forçou a usar todas as vezes que escarnava de mim. Quando depois de despertar do sono eterno, enfrentei Osíris e pude entrar no meu Vale dos Reis particular. Quando renasci e tive a certeza plena do meu capital cultural e social.

Nesse momento entendi que a flecha foi disparada por mim mesmo quando decidi de uma maneira subordinada, fugir do que inconscientemente eu já era. Me escondendo para não extirpar de vez um tumor psicológico que me prendia a uma vida de fuga social. Na verdade me sinto conformado com o fato de ter sido atingido pela flecha; que era a condição para eu entrar no meu jardim e poder cultivá-lo. Mas bem que eu poderia ter virado, pego a flecha e enfiado no meu próprio peito acabando com meu próprio sofrimento.

Na verdade para a grande maioria das pessoas é muito natural estar em sociedade, mas para mim era doloroso. Pensar em sofrer mais uma agressão me tornava arredio, afastando as pessoas de mim. Olhar no espelho e pensar que precisava me esforçar para ser igual era desgastante e chato.

Ainda comemorando esta alteridade comigo mesmo fiz uma reflexão. Não acredito que muitas pessoas devam encarar a vida dessa maneira triste, já que o ser humano está em constante busca por felicidade de acordo com Aristóteles. O que me leva a concluir que estou muito realizado, mesmo sabendo que vão existir momentos onde eu precisarei ler isso, e lembrar tudo o que conquistei por dentro . Estou satisfeito por pertencer ao seleto grupo da maioria que consegue observar suas qualidades e defeitos, convivendo pacificamente com eles. Gozando da alegria de ser mais um na multidão.

Fórum Paranaense de Religiões de Matriz Africana e Preconceito

Ontem aconteceu o Fórum paranaense de religiões de matriz africana, onde foi discutido o preconceito religioso e as ações afirmativas das religiões afro. Preconceito, que visivelmente tem aumentado de maneira exponencial nos últimos meses que antecedem as eleições.

Acredito que o momento que vivemos é bastante complicado e que precisamos realmente parar e refletir sobre os preconceitos que assolam um país onde o totalitarismo religioso apenas tem avançado e se mostrado forte suficiente para parecer majoritário.

Um dos temas discutidos foi, por exemplo, a postura da vereadora Carla Pimentel que no plenário disse que não via qual a utilidade pública de um “terreiro de macumba”. Ainda se referindo aos parlamentares, da dita bancada religiosa, que aprovaram a medida como “aqueles que se dizem evangélicos”, dizendo que dessa maneira ela era o baluarte dos interesses protestantes da cidade de Curitiba. Como não conheço o caso a fundo não posso entrar no mérito documental de determinado templo, porém posso concluir que qualificar depreciativamente o templo de uma religião de matriz africana é no mínimo preconceituoso, levando-me a desacreditar que ela possa representar tal classe.

O primeiro problema é que enquanto legisladora a mesma senhora não pode ao menos se qualificar como defensora dos interesses de uma categoria, já que não possuímos mais os obscuros legisladores “classistas” e “biônicos” em nosso país. Fator que garante uma democracia mais plena que lute pelo povo, e para o povo, dentro dos limites da nossa constituição.

Ao mencionar a nossa constituição gostaria de citar o artigo III, inciso 4, da mesma que se refere a: “promover o bem de todos sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade, e quaisquer outras formas de discriminação”, que em consonância com o artigo V defendem que: “é inviolável a liberdade de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida na forma da lei a proteção aos locais de culto e suas liturgias”. Ainda falando em constituição no artigo V inciso 8 “ninguém será privado de direitos por motivo de crenças religiosa, convicção filosófica, ou política. Salvo se as invocar para se eximir de obrigação legal a TODOS imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa fixada em lei”. Pela justificativa anunciada pela vereadora, que foi eleita para ser a representante de TODO O POVO de Curitiba dentro dos limites da constituição, não acredito que seja possível encontrar alguma jurisprudência para o caso, tão pouco que o “terreiro de macumba” deva se eximir de alguma modificação documental, já que optou por se submeter a uma votação na Câmara da cidade. Não restando isenção legal, e tão pouco argumento que justifique tal voto. Gostaria de salientar que enquanto legisladora do POVO de Curitiba a dita vereadora não poderia se considerar membro de uma oligarquia, para não legislar em causa própria. Em resposta tal bancada se ausentou da segunda votação, o que não devo esquecer remete a uma justificativa “plausível e dentro dos princípios da legalidade”.

Ando um pouco cansado de citar a nossa constituição nos textos que escrevo, pois parafraseando o ex-candidato a presidência Eduardo Jorge, realmente estamos precisando de um choque constitucional em nosso país. Visto que ela anda esquecida pelo nosso povo, que tem tomado moral religiosa por Ética cidadã.

Tenho visto que alguns grupos tem esquecido o que é igualdade para se apegar ao interesse próprio, buscando evitar o processo de laicização social iniciado com o Renascimento durante o século XV. Processo que inicialmente negou à Religião o direito de escolher quem era humano (escolhido, filho e por aí vai), ou digno de ter conhecimento, e que por ventura pudesse vir a ter privilégios sociais por conta disso. Mesmas oligarquias que lutaram contra a extinção das diferenças legais quando o povo exigiu e proclamou com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão que TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI. E que ainda hoje dá suas últimas e perigosas investidas contra a naturalização dos Direitos Éticos.

Perigosas, pois na medida em que a lógica da sociedade laica, criada pelos movimentos reformistas, acabou se voltando contra eles mesmos – pregando a verdadeira liberdade social garantida pela Ética desde o movimento Iluminista, e legitimada pela constituição de 1988 – acabou jogando os líderes filosóficos fundamentalistas, dessas oligarquias, em um processo de retorno a uma patrística teocêntrica medieval. Onde as instituições religiosas teriam o direito de crivar o que é “laico” e punir o que não é. Observado pela crescente violência contra todas as minorias do país.

Minorias que ganharam o direito de existir com o mesmo ímpeto que as diferentes religiões europeias a conquistaram por meio da “Paz de Augsburg”, que ainda condicionava a crença de um povo ao seu rei, mas que foi um passo importante pelo direito de ser livre; e de possivelmente se tornar opressor (chega a ser engraçado). Hoje as minorias também lutam pelo direito de ser livre e exercer a sua cidadania, porém precisam vencer mais uma etapa pela naturalização de uma sociedade que sempre foi diversa, mas que não podia se manifestar. Minorias que se reforçam para ao mesmo tempo lutarem contra o preconceito e poderem ser reconhecidas enquanto suas especificidades.

A mulher continuará sendo Eva enquanto a sociedade se achar deus(o)

A mulher continua sendo Eva, pois na prática ela ainda assume um estatuto secundário em detrimento do Homem.

Para a mulher ser Eva significa ser aquela que potencialmente irá errar, afinal Eva errou e comeu do fruto proibido. O que na sociedade machista a transforma em alvo do próprio erro potencial, dificultando o acesso das mulheres aos altos cargos no mercado de trabalho; ou reduzindo seus salários em detrimento dos homens.

A mulher ainda é culpada pela sociedade por seduzir o homem ao pecado ofertando seu corpo, fruto sexualmente proibido, ao sexo oposto de maneira provocante e pecaminosa. Sendo desta maneira responsabilizada pelos “possíveis pecados” masculinos.

Dentro de uma concepção medieval e teocrática a mulher ainda vai continuar sendo culpabilizada graças a demonização do sagrado feminino e à repressão da sua sexualidade que se manifesta em forma de violência. Podemos observar isso de uma maneira clara desde a Idade Média com a perseguição das bruxas e das crenças pagãs que cultuam seu ventre capaz de gerar uma nova vida, sacralizando o poder do feminino.

A mulher ainda carrega o peso social de ser Eva, pois a sociedade se acha deus(o), enclausurando direitos garantidos e inferiorizando tudo o que possivelmente venha a representar o feminino e a livre escolha das minorias. Inclusive o direito ao próprio corpo, quando uma mulher é obrigada a levar uma gestação indesejada até o fim.

Transformar a bênção de conceber uma vida, na obrigação de crescer e multiplicar faz parte de um propósito de inferiorização legal do direito de escolha da mulher. Pois a sociedade machista, que hoje retorna às concepções mais retrógradas possíveis, já percebeu que a laicização da sociedade É a conquista do corpo feminino. Ambiente onde as mulheres e as minorias em geral realmente poderão brigar pelos verdadeiros direitos de liberdade e igualdade da nossa constituição; já que hoje vivemos em um Estado legalmente desigual quando nega à mulher o direito de escolher ser mãe ou não, inferiorizando-a perante os homens e mandando um recado direto a todas as outras minorias.

Não sou a favor do aborto, sou a favor do direito de escolha, sou a favor da instrução e da difusão dos métodos contraceptivos. Sou a favor da verdadeira igualdade, que efetivamente deve começar pela maior minoria do nosso país.

Por isso afirmo, a luta feminista também é minha!

Marcha das Vadias Curitiba/2014

Jardins e Relacionamentos

Pessoas são como jardins, cada uma cultiva suas flores e seus tipos de grama, assim como suas ervas daninhas com as quais tem que lidar, nos acostumamos a cuidar do nosso jardim, e procuramos deixá-lo sempre o mais agradável para que os outros se sintam bem ao entrar neles. Alguns jardins trazem paz, outros jardins trazem alegria, mas todos embelezam o mundo à sua maneira.

Quando temos um relacionamento trocamos nossos jardins e isso é um problema, pois não conhecemos as plantas, a rega e o poder das suas ervas daninhas. Sabemos cuidar daquilo que conhecemos, mas nos deparamos com um novo universo. Todo jardim precisa de cuidados, mas que cuidados devemos prestar? Como cultivar as plantas que ali estão? Como saber o que simplesmente não faz parte do jardim? Como cuidar sem retirar uma linda flor que nasce e não cultivar uma erva daninha? Acho que essa é a dúvida de todo casal, porém claro que sempre procuramos cuidar do jardim alheio da melhor maneira possível.

Trazemos novas flores, regamos à nossa maneira. Deveríamos perguntar e conversar sobre o que há de mais importante em nossos jardins pessoais, afinal de contas mesmo com outro cuidando passamos mais tempo nele que qualquer outra pessoa e temos que estar confortáveis. Por isso é necessário muito cuidado. Não descaracterize o jardim do outro, ou quando o parceiro perceber que aquele lugar não faz mais parte dele, ele não hesitará em tomar novamente a administração para si e recultivará seu jardim.

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Não mate as flores que já estavam lá e não plante tantas flores diferentes, ou você vai descaracterizar o jardim pelo qual se apaixonou e ele não vai mais exalar o mesmo perfume, nem pousarão nele os mesmos passarinhos. Até que quando menos perceber não estará mais naquele jardim que tanto amava. Estará sozinho novamente cuidando do que se transformou no seu próprio jardim.

Nenhuma paisagem é igual à outra, cada uma tem a sua beleza, sinta que o outro se encanta com o jardim que está construindo. Pergunte quando tiver dúvidas do que plantar, traga novas flores, mas também as receba com alegria, isso é aprendizado. Apenas não cuide tanto do jardim alheio a ponto de esquecer que no final do dia vai voltar para um lugar que também precisa estar tão bonito quanto o lugar que você preparou.

Por que Exu?

Bem na verdade, muito demonizado pela sociedade, influenciada por concepções cristãs medievais, assim como qualquer ser politicamente pensante no país que luta por direitos éticos também tem sido demonizado. Acredito que unir esses dois termos no nome do blog valorizam o que eu sou enquanto indivíduo.

Participante de uma religião de resistência, que desde o período colonial brasileiro, simplesmente por ser afro. Demonizada por ser uma religião daqueles que eram reificados pela sociedade cristã medieval. Uma alcunha que os africanos aproveitaram com muita inteligência, pois o medo da sua religião “demoníaca” aliviava seus castigos pelos senhores de engenho.

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Exu é um orixá ligado ao movimento à força e ao fogo, uma ótima desculpa para os cristãos medievais poderem dissociar a imagem do escravo africano das virtudes europeias que tanta “ventura” trariam a uma América controlada pela bestialidade indígena.

Tanto eurocentrismo, ou talvez seja melhor o termo egocentrismo, apenas perpetuou através dos séculos a teórica superioridade dos Europeus em relação aos que seriam países subdesenvolvidos. Mas junto com isso segregou historicamente as populações tradicionais do Brasil, assim como marginalizou toda a cultura afro nacional.

Dessa maneira como uma questão de protesto, em nome da diversidade e da ética, que tanto combinam comigo; é que eu escolhi um nome tão polêmico para meu livre espaço de ideias

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