Malfeito Feito.. Maquiavel após esquadrão da Moda? (Golpe de 64?)

Parece que o livro que trazia o caminho para uma Itália unificada caiu em mãos erradas. Seguindo passos um tanto quanto conhecidos a elite tenta promover o terror e o medo, com apoio da mídia, para tentar ressuscitar antigos movimentos manipulatórios com intuito de descredibilizar o governo brasileiro.

Sempre é legal lembrar que “Há três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem; e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes; e os terceiros totalmente inúteis” (Maquiavel). Porém o medo se dá na medida em que a deterioração do pensamento crítico tem transformado uma parcela cada vez maior das pessoas em “inúteis”. Mera massa de manobra política, como observado em tempos passados, onde com o slogan certo pode-se enganar uma parte dos “Homens de Bem” (2014), os levando para a “Marcha da Família com Deus para a Liberdade”(1964).

Porém como justificar que, com imensos e reconhecidos benefícios humanitários, um governo pudesse ser julgado como errôneo e incoerente em todos os aspectos; tão profundamente a ponto de arriscar a liberdade democrática nacional?

Obviamente que observando melhor o discurso maquiavélico fica mais fácil entender como a elite, que hoje perde sua hegemonia para uma crescente classe média, se debate para criar falácias sem compromisso nenhum com a verdade, para que utilizando-se do poder midiático possa manipular cabeças, que não foram acostumadas a pensar politicamente, devido a um sistema educacional fracassado. Legitimando mentiras e manipulando verdades a seu favor.

20060816_revista_veja_capaRevista diz que Lula e Dilma sabiam do esquema

Observe que por meio da mídia também é fácil e interessante disseminar o ódio. Angariando dessa maneira o apoio da elite que tem perdido o direito de explorar, aproveitando que o ódio cria raízes muito mais profundas nas grandes disputas políticas. Atacar as minorias se torna uma das maneiras mais rápidas de realocar e nomear a insatisfação das pessoas, que por desconhecimento das diferenças podem rotular como precisarem as “jovens domésticas negras e nordestinas que ganham salário mínimo” (Observe a capa da revista Veja). Assim como aos demais grupos sociais onde se estimule o ódio.

Aproximar esse sentimento de ódio ao governo é muito fácil para uma oligarquia que perde seu espaço colonialista dentro da sociedade. Já que “o fim justifica os meios”, e não se tem conseguido justificar essa perca de poder político por parte das mais tradicionais famílias do Brasil. Dessa forma vou repetir um pensamento e lembrar que estamos ouvindo: “…estamos ferrados!” “Façamos a revolução…”, que não passam de pequenos fragmentos de uma elite que regurgita: “se a canalha se põe a pensar estamos ferrados”, “façamos a revolução antes que o povo a faça”.

Manipular e mobilizar o ódio popular é apenas um recurso antigo, utilizado por diferentes governos, para legitimar golpes democráticos a partir de medos introjetados na sociedade de diferentes maneiras. Como o medo do comunismo hollywoodiano, onde em casos aleatórios podemos mencionar o “Plano COHEN”, falso golpe comunista que deu origem ao Estado Novo em 1937. A péssima publicidade do discurso “comunista” feito por Jango no Automóvel Clube aos militares, que gerou o Golpe Militar em 1964. Ou a descredibilização das Eleições de 2014.

pedindo o fim da democracia. "Acredite se quiser".

pedindo o fim da democracia. “Acredite se quiser”.

Protesto atual pedindo a intervenção militar.

Protesto atual pedindo a intervenção militar.

Plano Cohen - 1937.

Plano Cohen – 1937.

Marcha da Família com Deus para a Liberdade - 1964.

Marcha da Família com Deus para a Liberdade – 1964.

Tal apelação se dá pela necessidade da perpetuação das nossas oligarquias feudais, do século XXI, no poder. Pois considerando o risco de quebrar o ciclo da pobreza – quando se garantem direitos essenciais como educação e alimentação, de uma maneira universalizada – lembra-se novamente de Maquiavel. Dessa forma “os frutos da pobreza são melhores que os da riqueza”, pois quando riqueza intelectual, cultural e financeira é distribuída, o poder da Virtú (virtude maquiavélica) mostra sua verdadeira face e se desmantela. Poderia continuar e falar de aspectos publicitários marcantes da disputa eleitoral; porém sei que me estenderia muito e não traria maior relevância ao debate, exceto apontar “quens” e “comos” facilmente constatáveis.

Porém é importante salientar que “quando a História se repete, se repete falsamente”, pois pessoas, sistemas e modos cíclicos se transformam com a cronologia, trazendo bastante conforto para afirmar que: Não somos as mesmas pessoas e Não esquecemos nossa própria História que é marcada por abusos e violência. Não comeremos de novo essa mistura pronta para bolo, na qual só comem os abastados.

protesto mfdl

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